CELULAR POPULAR
Ele não tinha câmera. Não tinha internet. Não tinha Sistema de Posicionamento Global (GPS), mas fazia ligações telefônicas e tinha o Snake, o jogo da cobrinha. E isso, em 2003, já era mais do que suficiente para deixar qualquer um feliz.
O modelo Nokia 2100 chegou ao Brasil como um aparelho de entrada. Era barato, resistente, direto ao ponto, e, por isso, conquistou o país. Com a privatização das telecomunicações nos anos 1990 e a chegada das operadoras privadas, o celular deixou de ser um luxo de executivos para se tornar um item de consumo da classe média em expansão.
A Nokia dominava o mercado global de celulares com um produto que cabia no bolso, durava dias na bateria, e as capinhas coloridas intercambiáveis permitiam uma personalização que o brasileiro adorou. Era uma tecnologia que combinava com a gente.