DANÇA
Todo corpo que dança, seja no balé clássico ou no passinho, conta uma história. Mas, muito antes dessas expressões contemporâneas existirem, os brasileiros já usavam o corpo em rituais em que a memória coletiva se guardava em movimento. Para os povos originários, dançar não é uma expressão artística individual, mas um ato comunitário, espiritual e político.
As danças, como o Samba de Roda, o Bumba Meu Boi ou o Maracatu, são expressões culturais e canais de comunicação popular. O Toré, ritual sagrado e dança ancestral praticada por diversos povos indígenas do Nordeste brasileiro, é simultaneamente reza, resistência e prova de existência. Nos terreiros afro-brasileiros, cada movimento do corpo em transe carrega um vocabulário preciso expresso na gira dos Orixás.
Cada qual guarda um movimento de comunicação com suas próprias forças.