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Comunicação é Cultura

ALTO-FALANTE E CARRO DE SOM

A periferia no Brasil não espera acontecer; inventa seus próprios canais de comunicação. E, por mais improvisados que pareçam, dão certo. O carro de som que anuncia o baile, o culto, a pamonha e o mutirão de limpeza. A caixinha no poste que transmite os avisos da associação de moradores. Ou a rádio comunitária instalada na sala de uma casa, com antena na janela e um sinal que alcança todo o morro.

Em 1981, nascia a Rádio Favela, em Belo Horizonte, do Aglomerado da Serra para o mundo, e virou referência nacional de uma comunicação feita por quem vive, para quem vive. A rádio em comunidades periféricas é uma questão de sobrevivência e de preservação cultural, como define a Associação Mundial de Rádios Comunitárias. Mas amplificar a voz também é resistência.