PIX
O Pix, lançado pelo Banco Central em novembro de 2020, é um caso exemplar de apropriação tecnológica à brasileira: uma ferramenta financeira que rapidamente ultrapassou a função de pagamento e se tornou também um meio de comunicação, de expressão afetiva e de prática cultural.
Em poucos meses, o país inteiro adotou a ferramenta com uma velocidade surpreendente. Segundo o Banco Central, nos primeiros seis meses após o lançamento, o número de pessoas cadastradas no Pix mais do que dobrou, saltando de 41 milhões para 93 milhões. E, como costuma acontecer por aqui, reinventou o seu uso. O dinheiro, que antes dependia do horário do banco, passou a circular em segundos, a qualquer hora e por qualquer pessoa.
Virou presente, vaquinha de aniversário, divisão da conta do bar, gorjeta para um artista de rua, doação durante uma live e até declaração de amor: te manda um Pix de 2 reais acompanhado de uma mensagem apaixonada. O pagamento virou conversa.