COMPLETAR A FICHA
Antes dos celulares, conversar fora de casa dependia de um pequeno objeto: a ficha telefônica. Nos orelhões espalhados pelas cidades, cada ficha comprava alguns minutos de conversa. Mas nem sempre o assunto cabia no tempo disponível.
No meio de uma ligação importante, um aviso sonoro indicava que os minutos estavam acabando. Era hora de correr: “Alguém tem uma ficha para completar?”. Amigos, desconhecidos na fila ou até alguém passando pela rua podiam salvar a conversa com uma ficha emprestada.
“Completar a ficha” virou lembrança de uma época em que falar à distância exigia planejamento, moedas no bolso e, muitas vezes, a ajuda de outras pessoas.