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A Era do Telefone

CABINE TELEFÔNICA

Os primeiros telefones públicos do Rio de Janeiro ficavam em cabines. Era mobiliário interno, de madeira maciça, com porta retrátil e vidro temperado. Ficava nos saguões dos grandes hotéis, nas agências dos correios, nos aeroportos, nas sedes das companhias telefônicas.

No vidro da porta, o sino azul da Companhia Telefônica Brasileira identificava o serviço. A madeira de lei e a marcenaria caprichada diziam que aquele espaço merecia respeito. Entrar nele era um gesto quase ritualístico: você fechava a porta, o mundo lá fora ficava em silêncio e a conversa era só sua.

Mas vale considerar que a privacidade tem um custo. No calor do Rio de Janeiro, o modelo de cabine fechada, com pouca ventilação, não deveria ser dos mais confortáveis. Décadas depois, a cabine seria substituída pelo orelhão. Mais barato, mais resistente e feito sob medida para as ruas brasileiras.