TELEFONE PÚBLICO
Vermelho. Robusto. Inquebrável. O telefone público modelo Daruma foi o aparelho que viveu nos orelhões do Rio de Janeiro e de Niterói nas décadas de 1980 e 1990. Foi projetado para uma missão ingrata: funcionar na rua, para todo mundo, o tempo todo, aguentando o tranco sem quebrar.
O metal pesado e os parafusos de segurança dificultavam o furto. O teclado numérico era uma novidade em relação aos modelos de disco dos anos 1970 e tornava a discagem mais rápida. Na frente, o logotipo da Telecomunicações do Rio de Janeiro S.A. (Telerj), sucessora da Companhia Telefônica Brasileira (CTB). E o mecanismo de fichas, que guardava uma pequena fortuna no cofre embutido. Por isso mesmo, era um alvo constante. A partir de 1992, os Darumas vermelhos foram substituídos pelos modelos azuis de cartão.