CARTÃO TELEFÔNICO
O cartão telefônico foi lançado durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada em 1992, no Rio de Janeiro, para substituir as fichas telefônicas. O cartão tinha muitas vantagens: era pequeno, mais leve que as fichas, cabia na carteira, não emperrava o aparelho e, ainda por cima, tinha uma imagem diferente em cada edição.
A tecnologia era brasileira: desenvolvida pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações da Telebras (CPqD), o cartão indutivo foi uma inovação genuinamente nacional. Mas o que ninguém previu foi o que aconteceria com as estampas.
Como cada lançamento trazia uma imagem nova (times de futebol, paisagens, personalidades, arte, datas comemorativas), o Brasil virou um país de colecionadores de cartões. No auge, no final da década de 1990, eram 40 milhões de cartões distribuídos por mês. Havia feiras, clubes, catálogos. Hoje, os cartões telefônicos dos primeiros lançamentos de operadoras estaduais, cartões com erros de fabricação ou impressão, e séries comemorativas são considerados os mais raros do Brasil e podem chegar a valer até 10 mil reais.